terça-feira, 29 de abril de 2008

Bello Giorno

São estes dias que dão sabor à vida.
Sexta-Feira, dia da liberdade, com o cunho de 30º c.
Praia.
E a companhia não podia ser a melhor.
À noite, no Bairro Alto, ainda com a pele queimada e com um leve aroma salgado, a alma é refrescada com um belo diálogo entre amigos e capirinhas.
A vida no seu esplendor.









domingo, 27 de abril de 2008

Aqui há gata

















Dia 10 lá estarei para enterrá-la.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Liberdade














As mãos.

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar.
Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas de mãos.
E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.




Manuel de Alegre, O Canto e as Armas, 1967

quinta-feira, 24 de abril de 2008

terça-feira, 22 de abril de 2008

Por amor à Santa...


... humanizem os serviços públicos!!!

Senha 159

Ter que me apresentar no Centro de Segurança Social, após uma notificação, para cumprir um dever que curiosamente já foi cumprido há mais de 4 meses é de uma criatividade atroz.

Isso e o clima de tensão zimbabweano que se vive no interior das instalações.

Só uma sugestãozinha: Coloquem umas jeitosas, semi-nuas, com placards informativos sobre os números das senhas. É que ter mais de 150 pessoas à frente por incompetência dos serviços não é nada animador.

Em 2009 avisem-me, quando chegar a minha vez. Obrigado

sábado, 19 de abril de 2008

Homília

Deus no firmamento,
Tino em Rans,
e eu na Terra.

Ámen.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

American Way

Festas de aniversários animadas com o famoso jogo do quarto escuro?
Festas do Pijama?
O jogo do bate-pé?
O macaquinho do chinês?
A cabra-cega?

Não meus amigos. Isso são brincadeiras típicas de um país retardatário e subdesenvolvido.
Por terras do Tio Sam existem as Rainbow party´s.



Nome giro, dir-me-ão vocês.
Sem dúvida que sim, mas o programa festivo é ainda mais aliciante!

Nesta festa as jovens adolescentes (entre os 13 e 17 anos) ornamentam os seus lábios – com diferenciação cromática – e oferecem uma sessão de sexo oral aos seus amigos, que no final, são premiados com o arco-íris pintado no seu pénis.

Escusado será dizer que o vencedor é aquele que apresenta um leque cromático mais diversificado....






Ps: Que infeliz adolescência que eu tive.... :D

sábado, 12 de abril de 2008

Conhecer-me

"Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ... "

Álvaro de Campos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Pastiche

"Ouvidos Moucos"*

"Vou já dizendo para arrepiar caminho, que não tenho medo nenhum de morrer. Vamos cá ver: ter até tenho, porque morrer significa um apagar de luz que não estou preparado – nem nunca estarei, aqui vos digo –, mas o que eu tenho mesmo, é medo de fazer sofrer enquanto morro. Quando morremos há muitas pessoas que morrem connosco e é a pensar nelas que não quero. Não quero que pessoas que tanto gosto morram comigo por saberem que morri. Daí que quando me dizem "olha que a continuares assim, vais morrer sozinho!", eu invariavelmente suspiro como se fosse um sonho bom. E porquê? Porque não quero que na altura de morrer, ninguém esteja comigo.



Pelo contrário, faço questão que quando o pressentir tenha fôlego suficiente para dizer a quem está próximo "Olha, parece que estão ali a chamar-vos lá fora, se não se importam deixem-me agora um pouco sozinho que eu quero aqui fazer uma coisa que não podem ver!" e posto isto, aproveitando a ausência que sei ir ser curta, morro ali num instantinho. Assim, de repente. Sem sofrer nada e sem fazer sofrer. Como se saíssemos de manhã para comprar cigarros e não voltássemos. Ficávamos a meio do caminho entregues a um momento que deve ser nosso, apenas e só, nosso. Mas não é. E cada vez mais percebo que todos querem estar presentes na hora da nossa morte quando muitos deles o deveriam ter feito em vida. Dispenso pois os aplausos que saberei não ouvir – aplaudam-me agora – dispenso pois flores – dêem-me agora – poupem-me os elogios "Que era bom rapazinho! Que deixará saudades! – falem-me agora enquanto vos ouço pois quando estiver reduzido a cinzas não ouvirei patavina do que me dizem. Mas não. Pelo contrário, quando estamos a morrer – e eu espero estar muito longe disso – é usual dizerem "Ele está a morrer, não posso o deixar sozinho" -, quando afinal – para mim por exemplo – é tudo o que quero.



Por mais que nos custe, nos funerais as pessoas falam umas para as outras e não para quem morre, tal qual muitas mulheres se vestem umas para as outras e não para os homens. A morrer – e esse dia virá por mais que me custe – gostaria apenas de pedir um último desejo. O de estar vivo, apenas e só, para assistir à minha morte. Que mórbido, dirão! Pois que o seja, ora essa, mas quando vamos morrer somos pequeninos de novo e tal qual o aniversário de uma criança muito pequena tudo nos deverá ser permitido. E assim – pensando bem – é legitimo o que peço. Viver apenas o tempo suficiente para assistir à minha morte. O tempo suficiente para perceber quem me chora com igual intensidade à que eu chorei quando o Veloso falhou o penalty frente ao PSV Eindhoven. Só peço isto – respeitem-me pois- perceber quem ali foi e que eu já não via tanto tempo só para comentar em tom baixo "ainda ontem liguei àquele sacana para irmos para os copos para o Bairro e disse-me que estava cheio de trabalho e agora é isto, olha para ele ali como se não tivesse nada para fazer!" Quando morre alguém, de repente, as pessoas ficam sem nada para fazer. Daí que não vá a funerais ou que os evite a todo o custo porque quero chorar e rir com quem é vivo, fazer-lhe uma última homenagem todos os dias como se fosse o primeiro e não o último. Bater-lhe palmas em vida, dizer "És o maior! Gosto de conversar contigo pá!" na certeza de que a pessoa ouvirá o que lhe digo. De lhe telefonar a dizer "era só para saber se estavas bem, pois não tenho novidade alguma" de lhe escrever ou enviar uma mensagem revelando que a festa está boa "Mas que não é a mesma sem ti". Depois de morrer – e esse dia virá pois então – só ouvirei palavras e sentirei os gestos que me tenham sido dirigidos ainda em vida. A tudo o resto – só por perrice - faço questão de fazer ouvidos moucos."



*Autor: Fernando Alvim


O meu sentimento é idêntico.
Não escreveria melhor. Apenas um apontamento.
Substituía a referência do penalty falhado por Veloso, pela eliminação de Portugal nas meias finais do Euro 2000 diante à França.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

30 m2

É a área do meu espaço.

Sempre tive uma pequena dislexia relativamente ás
unidades...

Está feita a correcção.


Ps: Pelos vistos o meu signo é Caranguejo com ascendente em Virgem. Eu continuo a ter a opinião que, marisco que é marisco, vem sempre acompanhado com cerveja e pão torrado barrado com manteiga.

domingo, 6 de abril de 2008

In reverse....

O tempo voa.
Faz hoje, precisamente, um ano em que a minha capacidade de resistir à dor física conheceu o seu maior desafio.
As imagens ainda me assaltam o pensamento sempre que a estabilidade do solo, em que piso, não é a melhor. Curiosamente, há um ano atrás, também a estabilidade emocional tinha sofrido um forte revés. Um duplo azar.
Hoje, apesar de pequenos condicionalismos físicos, consigo superá-los e construir o meu próprio caminho.O resto? Bem... o resto é crónico...

( Não poderia deixar de homenagear as duas canadianas mais simpáticas que já conheci!)


TriCampeão


(Tri)vialmente, pois claro.
Venha o Tetra.
Portooooooooooooooooooooooooo!!!



Ps: Ao menos uma alegria nestes últimos tempos :)