sábado, 24 de março de 2007

Ontem e Hoje.


Acordo. Sinto o Lobo frontal do cérebro em papa. Vislumbro uma poça de baba na almofada. Ligo a TV no canal público e os meus ouvidos foram assaltados pela melodia da Dina – Amor d´água fresca – com uma alegria provinciana nostálgica. Recuo até 1992 e descubro que era um miúdo feliz e com mais volume capilar, a sinuosidade da figura feminina ainda não me atormentava o espírito – muito por culpa da imagem máscula da Dina e a carência nutritiva que as minhas amigas apresentavam – e vivia intensamente cada minuto como se o mundo definitivamente se extinguisse na viragem do novo milénio. A irracionalidade e o primarismo reservava-o para os meus jogos de futebol no meu bairro o resto era meticulosamente ignorado e friamente calculado.

Hoje.

A minha irracionalidade está, definitivamente, reservada para outras figuras curvilíneas.

O futebol está-se a tornar rapidamente numa ciência industrializada.

Continuamos a ter péssimas músicas, intérpretes e prestações na Eurovisão.

Peço encarecidamente que surja alguém com uma profecia minimamente sustentada que o mundo vai acabar nos próximos…. Minutos.

Quero viver novamente com intensidade.

2 comentários:

Raquel disse...

Quem te lê, não faz idéia do asno que és, no asno que te tornaste.
Isso infelizmente está visivel quando postas a falar da Dina... Alguma coisa contra?
Antes essa que o "Arranha, me morde" do Marco Paulo...

Apenas pra dizer:
TOSCO!

Tenho dito, fui

Beijo na testa, sim, porque pelo que me apercebi do "era um miúdo feliz e com mais volume capilar", qualquer dia tens uma testa até à nuca...

Anônimo disse...

Oh cum carago.