domingo, 30 de setembro de 2007

Domingo Chuvoso



Nada melhor do que passar este dia acompanhado de uma chávena de chá quente e ouvir esta música



Face do Dragão



quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Prémio " Do acordar mais mal disposto, apático, impertinente, desgostoso, pessimista, melancólico e mofino."

Vai para.... mim.


Há dias em que a esquina da cómoda faz todo o sentido....



PS: Foi só hoje....

sábado, 22 de setembro de 2007

Mas qué qué isto?

Poluir o horário nobre com novelas…ainda engulo. Agora, conspurcar o horário matinal do fim-de-semana é um acto hediondo. Colocar em exibição as Chiquititas nas manhãs de sábado e domingo é uma péssima estratégia. Eu, um miúdo de 24 anos, sinto-me desrespeitado quanto mais uma criança. Não gozem com a cara de quem acorda tarde ao fim- de- semana e não tem nada para fazer, pá!


Isto sim era um desenho animado digno.






P.S: Espero que o termo vernacular “pá” tenha conferido maior expressividade à minha revolta. Dá-lhe mais virilidade.Pá!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Crime

Pois é. Hoje pratiquei um delito gravíssimo. Emborquei – como eu adoro este termo esta tarde uma caixa de 900ml de gelado. Vítima? Carte D´Or Fever for Chocolate.

Características? – Gelado de chocolate com pedaços de bolo de chocolate, mais conhecido por Brownie. Crime? – Ofensa à integridade física dos que se ousaram em aproximar da caixa; ataque hiperglicémico negligente de forma agravada e obstrução à colher alheia. Espero ser formalmente acusado pelo Ministério Público esta semana, mas deixem-me dizer-vos, este crime compensa. Ai se compensa.





P.S: Vá, os 900ml foram uma manobra simpática e evasiva de descrever o peso do gelado – 500gr.
E não me perguntem o valor nutricional que eu fiz questão de não ver…

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Sinto a falta...

...De acordar com um quente sopro materno que assinalava mais um dia de pura inocência.

Desenvencilhar-me da espessa camada dos cobertores que me tapavam – sim, sou friorento – e aferir a temperatura com a ponta do meu pequeno nariz. Abandonar a toca com a aconchegante ilusão de aproveitar o presente, de forma genuína, sem perspectivas caóticas sobre o futuro. Vestir cada peça de roupa – como sendo uma armadura de um cavaleiro – e carregar às costas os utensílios da sapiente conquista. Beijar a família e partir.

Calcorrear cada pedra da calçada, chutando com malícia as que se encontravam soltas e, ouvindo os seus murmúrios ancestrais, até encontrar os trilhos certos que me guiariam até ao portão dourado da esperança.

Almejado o portão queria atravessa-lo e correr entusiasticamente para braços amigos que a noite anterior teimou em levar sem pedir licença.

Escolher a carteira que me inspirava maior confiança, marcando-a como um local de culto. Pegar nos lápis coloridos e desenhar no fundo branco da folha o melhor dos sonhos num dia cinzento de temporal.

Sentir-me seguro em cada risco traçado, cada linha construtiva do meu ser, sem receio dos tumultuosos relâmpagos.

Acompanhar o toque da campainha com um histérico e ofegante grito de:

“ Recreiiiiiiiiiiiiiooooooooooooo “.

Mesmo intimidado com a chuva, recebia-a de braços erguidos para o céu, inundando o meu pequeno corpo de água. Era motivo suficiente para pedir um caloroso abraço da singela princesa. Corpo e coração reconfortado o cérebro era facilmente iludido e tudo parecia uma onírica epopeia.

O fim do dia aproximava-se e voltava-se para casa com o sentimento que o amanhã seria ainda mais radioso.

Sinto falta desses dias.