sábado, 14 de fevereiro de 2009

S. Valentine... die?

Sinceramente.
Acho que nos devíamos todos apetrechar com pedras e alvejar tudo o que fosse romântico.
Resolveria, em grande parte, as frustrações da maioria dos portugueses.
Pelo menos é o que parece.
Há um medo genético e incompreensível face à opinião exterior.
A palavra, o olhar, o gesto que indicie amor é um impropério atroz, principalmente neste dia.
Uns consumados pela solidão, outros opondo-se à calendarização afectiva e outros porque são sociopatas.
Mas raios!
Estamos mergulhados numa crise profunda em todos os níveis e ainda temos a capacidade de gerar um ódio visceral ao romance.

Não falo, obviamente, de passar o dia de hoje a escrever e emitir palavras terminadas em “inho”.
Infantiliza o sentimento e diminui-nos perante a outra pessoa.
Lembra-me a minha infância/adolescência.
Colocava a melhor roupa neste dia, afogava o meu rosto imberbe de Old Spice para cheirar a adulto e escrevia poemas com “inhos”.
Nunca resultou.
Abandonava, sempre, o átrio da escola com o olhar colado ao chão, mas nunca consumido pela inveja ou raiva.
Portanto…

Deixem-se de merdas.
O dia de hoje só peca por escassez.
Ser só um dia como o Natal.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ofereço-me.

Para trabalhar.
Em qualquer região do mundo.
Se for na minha área... melhor - Desenhador ( Archicad, AutoCad 2d e 3d)
Se não... paciência.
Desenrasco-me bem, seja no que for.






Caso estejam interessados façam o favor de me contactar pelo e-mail do blog.
Agradecido.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

E acabar com o setréssiiiii...Ólai ólarilolela

Qual Xanax, qual quê.
Isto sim é um verdadeiro anti-depressivo.
Comigo resulta.
Levanto os braços, tento meia dúzia de passos descoordenados e lá estou eu no vira.
Isto tudo inconscientemente.
Que o meu jeitinho para a dança é nulo.
Vá, não é nulo; é limitado.
Nem o Marco di Camilis me safa.

Oiçam.





É simplesmente lindo.
Cheira a Minho.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Maria João e João Farinha em Dose Dupla.

Nada como percorrer caminhos inusitados para arejar um bocadinho a vida.
Foi o que fiz ontem, no CCB.
(Damn, isto já parece o diário da Bridget Jones!).
Adiante.
O CCB oferece ao público, de Janeiro a Abril, uma Dose Dupla de jazz servida por um músico português e um convidado estrangeiro/nacional com quem partilha afinidades musicais.
E, com a voz da Maria João e o João Farinha no teclado, a sala esgotou e a noite foi Blue.


(Fotos JNPDI/JMS retiradas daqui)

Obviamente não tecerei uma crítica técnica e objectiva ao concerto.
A minha limitação avaliativa sobre música não mo permite.
Mas, gostei.
Gostei da plasticidade sonora que a Maria João confere às letras, da emotiva expressividade com que interpreta cada tema.
É ímpar.
(Não adoram desta proximidade, quase familiar, que eu utilizo para me dirigir à artista? Chega a ser comovente, admitam!).
Prefiro a acústica do piano em detrimento da electrónica, embora compreenda a necessidade da Maria João se reinventar e enveredar por uma nova aventura no jazz.
Eles que me perdoem.
É uma opinião muito própria, baseada, e só, na minha sensibilidade bruta.


E é de ressalvar: A entrada é g-r-a-t-u-i-t-a.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

"Long afloat on shipless oceans
I did all my best to smile."

Tim Buckley.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009