Sinceramente.
Acho que nos devíamos todos apetrechar com pedras e alvejar tudo o que fosse romântico.
Resolveria, em grande parte, as frustrações da maioria dos portugueses.
Pelo menos é o que parece.
Há um medo genético e incompreensível face à opinião exterior.
A palavra, o olhar, o gesto que indicie amor é um impropério atroz, principalmente neste dia.
Uns consumados pela solidão, outros opondo-se à calendarização afectiva e outros porque são sociopatas.
Mas raios!
Estamos mergulhados numa crise profunda em todos os níveis e ainda temos a capacidade de gerar um ódio visceral ao romance.
Não falo, obviamente, de passar o dia de hoje a escrever e emitir palavras terminadas em “inho”.
Infantiliza o sentimento e diminui-nos perante a outra pessoa.
Lembra-me a minha infância/adolescência.
Colocava a melhor roupa neste dia, afogava o meu rosto imberbe de Old Spice para cheirar a adulto e escrevia poemas com “inhos”.
Nunca resultou.
Abandonava, sempre, o átrio da escola com o olhar colado ao chão, mas nunca consumido pela inveja ou raiva.
Portanto…
Deixem-se de merdas.
O dia de hoje só peca por escassez.
Ser só um dia como o Natal.
Acho que nos devíamos todos apetrechar com pedras e alvejar tudo o que fosse romântico.
Resolveria, em grande parte, as frustrações da maioria dos portugueses.
Pelo menos é o que parece.
Há um medo genético e incompreensível face à opinião exterior.
A palavra, o olhar, o gesto que indicie amor é um impropério atroz, principalmente neste dia.
Uns consumados pela solidão, outros opondo-se à calendarização afectiva e outros porque são sociopatas.
Mas raios!
Estamos mergulhados numa crise profunda em todos os níveis e ainda temos a capacidade de gerar um ódio visceral ao romance.
Não falo, obviamente, de passar o dia de hoje a escrever e emitir palavras terminadas em “inho”.
Infantiliza o sentimento e diminui-nos perante a outra pessoa.
Lembra-me a minha infância/adolescência.
Colocava a melhor roupa neste dia, afogava o meu rosto imberbe de Old Spice para cheirar a adulto e escrevia poemas com “inhos”.
Nunca resultou.
Abandonava, sempre, o átrio da escola com o olhar colado ao chão, mas nunca consumido pela inveja ou raiva.
Portanto…
Deixem-se de merdas.
O dia de hoje só peca por escassez.
Ser só um dia como o Natal.






