quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Arrumações

Tinha o quarto numa miséria.
Ok.
Não estava assim tão mau…
Caótico?
Também não.
É um termo que me transporta para o universo de Mandelbrot e não me apetece dissertar sobre isso – também não conseguiria.
Fico-me pelo alegremente desorganizado.
Comecei pela roupa.
Parece que o chão do meu quarto é fértil para a cultivação de t-shirts.
E as paredes frutificam bons post-its.
Alguns livros espalhados, ilustrados com notas soltas e meia dúzia de fotos fossilizadas.
Sim, dá-me para marcar o conteúdo dos livros com fotos que perpetuaram momentos únicos da minha vida.
Tudo minimamente colocado em ordem quando olho para a porta do quarto e para o bilhete que lá estava colocado.
Um bilhete para assistir ao concerto de EMIR KUSTURICA & THE NO SMOKING ORCHESTRA, no Coliseu do Porto, datado de 25 de Janeiro de 2008.
Inicialmente eram dois.
Vendi um, com oferta da ilusão que me proporcionou comprá-los.
Este ficou para me servir de correctivo.
Mas chegou a hora.
Guardei-o na gaveta – que todos temos – para guardar boas e más recordações.
Sei, que na poeira do tempo, vou pegar nele novamente e esboçar um sorriso.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Mama mia















Lembrem-se. Antes de tomarem qualquer atitude irreflectida para com a minha pessoa, ponderem muito bem. Não pretendo coagir ninguém, mas, consta que os cidadãos da Sicília têm me em boa consideração.
E sabem como são os Sicilianos: perigosamente...práticos.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Ninja


Já tem idade para ter juízo?
Já.
Quem é o tipo?
É a versão de alta cilindrada da minha pessoa: o meu irmão.
E, sim, já é casado...


domingo, 3 de agosto de 2008

Os Cohen que me perdoem...

...mas o filme do Paul Thomas Anderson - There Will Be Blood - caiu-me melhor no goto.
Na minha humilde e ignorante opinião cinéfila.

sábado, 2 de agosto de 2008

À noite...

... enquanto um terço do país estará no Algarve a pagar pelo rebuliço nocturno, eu, contrariamente, estarei no sofá com o meu saquinho de gomas a visionar este filme.


quarta-feira, 30 de julho de 2008

Back to child














Ali estava ele. No canto da sala, com os olhos perdidos no chão e o silêncio a ritmar-lhe a respiração. O sorriso fácil, com que brindava tudo e todos tinha, simplesmente, evaporado. A candura que costumava exibir nas suas brincadeiras, estava ali enterrada, na sombra que lhe cobria os sonhos.
Sonhos esses desfeitos pela troca de carícias e olhares cúmplices, que dolorosamente assistia, entre um colega e a sua menina de olhos verdes.
Por momentos, vi através dele, a criança que fui e ainda sou.


Aproximei-me dele e perguntei-lhe: "É por causa dela?"
Respondeu: - “Sim, é.“
Retorqui: - “Não me digas mais nada.“

Ficamos os dois, por alguns instantes, de braços cruzados, a contemplar o vazio.


Imbuído de serenidade e experiência, resolvi confortá-lo:
- "A verticalidade e a simplicidade não se devem trocar pela exuberância. Não tentes dar nas vistas quando a tua natureza é a oposta. Não desvies o teu carácter nem por um ínfimo milímetro. Orgulha-te de quem és.
Se não consegues conquistar a Lua, tens o Sol para conquistar."
Subitamente, surgiu um esforçado sorriso no seu rosto, e um olhar carregado de esperança. Ainda meio entorpecido, articulou um comovente - “obrigado”.

A vida no seu expoente

terça-feira, 29 de julho de 2008

Ainda respiro

Ps. Car****!!! Não me estou a espetar na cruz, nem a queixar, apenas, e somente, a dar notícias. Obrigado